sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Guerra do Contestado








A Guerra do Contestado


A organização de movimentos religiosos messiânicos, seguidos por centenas e até por milhares de fiéis, como acontecia no nordeste brasileiro e que resultou, por exemplo, na Guerra de Canudos, também aconteceu no sul do Brasil, principalmente entre 1912 e 1916, na região que recebeu o nome de Contestado por ser alvo de disputa entre Santa Catarina e Paraná.
O desmembramento da província do Paraná de São Paulo, em 1853, tornou o território paranaense autônomo, mas as divisas entre Paraná e Santa Catarina nunca foram bem definidas, gerando conflitos sobre os limites territoriais.
Desde a metade do século XVIII já havia uma disputa entre esses dois estados, uma vez que não havia acordo sobre o local onde deveria se situar a fronteira entre eles. A questão envolvia uma área de terra de aproximadamente 48 000 km² e, por isso, tinha muita importância social e econômica para ambos os estados. Essa disputa de limites ficou conhecida como a Questão do Contestado.
No século XVIII foi aberto o “caminho do Sul”, que ligava o Rio Grande do Sul à cidade de Sorocaba, no estado de São Paulo, por onde era conduzido o gado e passavam as tropas de mulas, que transportavam couro e charque, rumo à feira de animais. Ao longo do caminho, apesar da vegetação densa e do inverno rigoroso, essas regiões atraíram muitas pessoas de outras partes do país. Dessa forma, foram se desenvolvendo vilas e povoados que se expandiram devido à pecuária e ao cultivo da erva-mate.
No início, os recém-chegados construíam suas casas e criavam gado em campos cercados por causa das disputas de terra entre as famílias.
Com a formação de grandes fazendas foi se estabelecendo o sistema de apadrinhamento e comando dos senhores locais, com a ajuda de capangas e peões, como acontecia nos outros estados brasileiros.
A partir de 1850, o Brasil havia entrado num processo de modernização nos transportes, nas comunicações e na infraestrutura das cidades. Todo esse processo foi financiado por capital estrangeiro, principalmente inglês e norte-americano.
Em 1908, o governo federal, sob o comando do presidente Afonso Pena (1906-1909), cedeu uma faixa de terra de 30 quilômetros de largura ao longo de quatro estados para a construção da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande pela empresa norte-americana Brazil Railway Company que ligaria São Paulo ao Rio Grande do Sul.
A Brazil Railway Company pertencia ao multimilionário Percival Farquhar, que instalou a Southern Brazil Lumber and Colonization Co., cujo objetivo era extrair madeira da região para comercializá-la no Brasil e no exterior. A empresa ganhou também o direito de revender os terrenos desapropriados às margens da estrada de ferro, que deveriam ser vendidos, preferencialmente, aos imigrantes estrangeiros que formavam suas colônias no Sul do Brasil.
A região atravessada pela ferrovia foi desapropriada e os posseiros que nela viviam foram expulsos. Para acelerar as obras de construção, visando à inauguração da estrada na data prevista (1910), a empresa passou a contratar trabalhadores em outros estados, chegando a ter oito mil funcionários. A serraria da Lumber, instalada em Três Barras (SC), era o maior empreendimento madeireiro da América do Sul na época.
Com a finalização da obra, a maior parte desses trabalhadores foi dispensada. Sem ter como retornar ao estado de origem, muitos deles passaram a se instalar nas proximidades, gerando tensões sociais e políticas na região.
Oprimidos pelos grandes fazendeiros e expulsos dessas terras, os trabalhadores passaram a buscar consolo seguindo a palavra de beatos, que os guiariam para um novo tipo de vida.
Entre os diversos místicos a percorrer o interior do país, como curandeiros dotados de poderes, estava João Maria de Agostini, também chamado de Monge João Maria de Santo Agostinho. Vindo de Sorocaba, ele percorreu os mesmos caminhos dos tropeiros realizando pregações e anunciando a vinda do Messias por onde passava, propondo-se a conduzir todos os que o seguissem para a salvação.
Seguindo o exemplo dele, surgiram outros beatos que, aproveitando sua fama, iniciaram as suas pregações, como aconteceu por volta de 1910, quando o monge José Maria conseguiu concentrar grande número de seguidores para construir na Terra a chamada Monarquia Celeste, onde seria extinta a República e teria início um tempo melhor para o seu povo.
O monge José Maria, cujo verdadeiro nome era Miguel Lucena de Boaventura, adquiriu fama de curador e homem santo por meio de suas pregações. Após se estabelecer no arraial de Taquaraçu, em Santa Catarina, organizou o chamado “Quadro Santo”, comunidade onde todos viveriam como irmãos, a propriedade seria comum e o comércio proibido e punido com a pena de morte.
Como era de se esperar, a concentração de sertanejos causou choques entre eles e os chefes políticos locais e a empresa americana instalada na região, gerando muitos conflitos.

Mapa da Guerra do Contestado (1912-1916)

Mapa da Guerra do Contestado (1912-1916)
Mapa da Guerra do Contestado (1912-1916)

Sucessivamente, foram organizadas expedições de tropas oficiais visando dispersar o grupo de seguidores. O monge José Maria morreu no início do conflito, mas em 1913 foi organizada uma nova comunidade com 3 000 crentes e, nos anos seguintes, apesar da repressão das tropas do Exército, da Força Pública de Santa Catarina, a luta pela posse da terra envolveu milhares de soldados e de sertanejos, numa operação de destruição de várias “vilas santas” usando equipamentos modernos e até aviões de bombardeio.

Territórios incorporados aos estados do Paraná e Santa Catarina

 Territórios incorporados aos estados do Paraná e Santa Catarina
Territórios incorporados aos estados do Paraná e Santa Catarina

Com o apoio do presidente da república, Wenceslau Brás, foi estabelecido que a região do Contestado deveria ser dividida em duas partes: o Paraná ficaria com, aproximadamente, 20 000 km² e Santa Catarina, com 28 000 km². Desse modo, o acordo de 1916 trouxe para Santa Catarina um aumento de população e de território, dando-se, assim, a definitiva configuração do território catarinense e paranaense.

Cultivo da erva-mate em estufa

 Cultivo da erva-mate em estufa
Cultivo da erva-mate em estufa. O hábito de tomar chimarrão, bebida preparada com a erva-mate e água fervente, sem açúcar, servida na cuia e sorvida por um canudo também chamado de bomba é, talvez, um dos costumes mais populares nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.







Glossário


Erva-mate: é obtida da infusão das folhas secas e pisadas da árvore de mesmo nome cuja altura varia entre 4 e 12 metros. Foram provavelmente os índios guaranis da região dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai os primeiros a fazer a infusão das folhas para obter a bebida. Ainda hoje é uma bebida bastante popular nessa região, consumida como chá quente ou gelado ou como chimarrão (cuia, bomba, erva-mate e água).















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terça-feira, 3 de novembro de 2015

A divisão estadual após a Proclamação da República







A divisão estadual após a Proclamação da República


Em 1889, com a Proclamação da República no Brasil, grandes mudanças ocorreram. A divisão do país em províncias foi substituída pela divisão em estados, em que cada estado teria a sua própria constituição, passando a ser administrado por governadores. Veja como ficou essa divisão no mapa a seguir.
A região que compreende o chamado Norte Velho (nordeste do Paraná) ficou mais ligada a São Paulo devido ao caminho das tropas e à ferrovia que cortava a região. Essa ligação persistiu quando da ocupação e colonização do chamado Norte Novo, abrangendo desde Cornélio Procópio até a região de Londrina e Maringá, que perdurou até o final do século XX.
A colonização do norte paranaense esteve a cargo da Companhia de Terras Norte do Paraná, fundada por empresários ingleses que promoveram o avanço da chamada “marcha do café”, que vinha de São Paulo.

Mapa dos estados em 1889

 Mapa dos estados em 1889
Mapa dos estados em 1889


Quase na metade do século XX ocorreram algumas mudanças muito significativas na configuração dos estados brasileiros. Em 1943, o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial, conflito que durou de 1939 até 1945 e envolveu quase todos os países do mundo.
O governo federal brasileiro decidiu, nesse período, desmembrar sete territórios para administrá-los diretamente. Esses territórios eram considerados estratégicos, pois se encontravam em pontos importantes nas fronteiras do país. Eram eles: Acre, Amapá, Rio Branco, Guaporé, Ponta Porã, Iguaçu e o arquipélago de Fernando de Noronha.

Brasil – Divisão político-administrativa em 1943

 Brasil – Divisão político-administrativa em 1943
Brasil – Divisão político-administrativa em 1943


O Território Federal do Iguaçu foi criado em 13 de setembro em 1943, por intermédio do Decreto-Lei n.o 6.550, de 31 de maio de 1944, que estabelecia a divisão do território em cinco municípios: Foz do Iguaçu, Clevelândia, Iguaçu, Mangueirinha e Chapecó.
Esse território abrangia o oeste e sudoeste do Paraná e a região oeste de Santa Catarina, correspondendo a 65 854 quilômetros quadrados, sendo 51 452 quilômetros quadrados oriundos do estado do Paraná e 14 402 quilômetros quadrados provenientes de Santa Catarina.
O governo federal criou o Território do Iguaçu estabelecendo seus limites territoriais, mas não definiu a capital. Somente em 21 de setembro do mesmo ano, com o Decreto-Lei n.o 5.839, a cidade do Iguaçu foi instituída como a capital do Território.
O então vilarejo de Laranjeiras (ex-Vila Xagu), passou a se chamar Iguaçu, tornando-se a nova capital. O governador do novo território só se instalou na capital em 1946, governando no local por apenas 6 meses.

Território do Iguaçu

 Território do Iguaçu
Território do Iguaçu


Terminada a Segunda Guerra Mundial, em 1945, cinco territórios foram mantidos ligados diretamente ao governo federal: Acre, Amapá, Fernando de Noronha, Rio Branco (que foi renomeado como Roraima) e Guaporé (que foi batizado de Rondônia em homenagem ao Marechal Rondon, personagem que teve grande atuação no contato com os indígenas da região).
Ponta Porã e Iguaçu voltaram a fazer parte dos estados do Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. O território de Fernando de Noronha somente foi incorporado ao estado de Pernambuco em 1988.










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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A Guerra do Contestado










A Guerra do Contestado


A organização de movimentos religiosos messiânicos, seguidos por centenas e até por milhares de fiéis, como acontecia no nordeste brasileiro e que resultou, por exemplo, na Guerra de Canudos, também aconteceu no sul do Brasil, principalmente entre 1912 e 1916, na região que recebeu o nome de Contestado por ser alvo de disputa entre Santa Catarina e Paraná.
O desmembramento da província do Paraná de São Paulo, em 1853, tornou o território paranaense autônomo, mas as divisas entre Paraná e Santa Catarina nunca foram bem definidas, gerando conflitos sobre os limites territoriais.
Desde a metade do século XVIII já havia uma disputa entre esses dois estados, uma vez que não havia acordo sobre o local onde deveria se situar a fronteira entre eles. A questão envolvia uma área de terra de aproximadamente 48 000 km² e, por isso, tinha muita importância social e econômica para ambos os estados. Essa disputa de limites ficou conhecida como a Questão do Contestado.
No século XVIII foi aberto o “caminho do Sul”, que ligava o Rio Grande do Sul à cidade de Sorocaba, no estado de São Paulo, por onde era conduzido o gado e passavam as tropas de mulas, que transportavam couro e charque, rumo à feira de animais. Ao longo do caminho, apesar da vegetação densa e do inverno rigoroso, essas regiões atraíram muitas pessoas de outras partes do país. Dessa forma, foram se desenvolvendo vilas e povoados que se expandiram devido à pecuária e ao cultivo da erva-mate.
No início, os recém-chegados construíam suas casas e criavam gado em campos cercados por causa das disputas de terra entre as famílias.
Com a formação de grandes fazendas foi se estabelecendo o sistema de apadrinhamento e comando dos senhores locais, com a ajuda de capangas e peões, como acontecia nos outros estados brasileiros.
A partir de 1850, o Brasil havia entrado num processo de modernização nos transportes, nas comunicações e na infraestrutura das cidades. Todo esse processo foi financiado por capital estrangeiro, principalmente inglês e norte-americano.
Em 1908, o governo federal, sob o comando do presidente Afonso Pena (1906-1909), cedeu uma faixa de terra de 30 quilômetros de largura ao longo de quatro estados para a construção da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande pela empresa norte-americana Brazil Railway Company que ligaria São Paulo ao Rio Grande do Sul.
A Brazil Railway Company pertencia ao multimilionário Percival Farquhar, que instalou a Southern Brazil Lumber and Colonization Co., cujo objetivo era extrair madeira da região para comercializá-la no Brasil e no exterior. A empresa ganhou também o direito de revender os terrenos desapropriados às margens da estrada de ferro, que deveriam ser vendidos, preferencialmente, aos imigrantes estrangeiros que formavam suas colônias no Sul do Brasil.
A região atravessada pela ferrovia foi desapropriada e os posseiros que nela viviam foram expulsos. Para acelerar as obras de construção, visando à inauguração da estrada na data prevista (1910), a empresa passou a contratar trabalhadores em outros estados, chegando a ter oito mil funcionários. A serraria da Lumber, instalada em Três Barras (SC), era o maior empreendimento madeireiro da América do Sul na época.
Com a finalização da obra, a maior parte desses trabalhadores foi dispensada. Sem ter como retornar ao estado de origem, muitos deles passaram a se instalar nas proximidades, gerando tensões sociais e políticas na região.
Oprimidos pelos grandes fazendeiros e expulsos dessas terras, os trabalhadores passaram a buscar consolo seguindo a palavra de beatos, que os guiariam para um novo tipo de vida.
Entre os diversos místicos a percorrer o interior do país, como curandeiros dotados de poderes, estava João Maria de Agostini, também chamado de Monge João Maria de Santo Agostinho. Vindo de Sorocaba, ele percorreu os mesmos caminhos dos tropeiros realizando pregações e anunciando a vinda do Messias por onde passava, propondo-se a conduzir todos os que o seguissem para a salvação.
Seguindo o exemplo dele, surgiram outros beatos que, aproveitando sua fama, iniciaram as suas pregações, como aconteceu por volta de 1910, quando o monge José Maria conseguiu concentrar grande número de seguidores para construir na Terra a chamada Monarquia Celeste, onde seria extinta a República e teria início um tempo melhor para o seu povo.
O monge José Maria, cujo verdadeiro nome era Miguel Lucena de Boaventura, adquiriu fama de curador e homem santo por meio de suas pregações. Após se estabelecer no arraial de Taquaraçu, em Santa Catarina, organizou o chamado “Quadro Santo”, comunidade onde todos viveriam como irmãos, a propriedade seria comum e o comércio proibido e punido com a pena de morte.
Como era de se esperar, a concentração de sertanejos causou choques entre eles e os chefes políticos locais e a empresa americana instalada na região, gerando muitos conflitos.

Mapa da Guerra do Contestado (1912-1916)

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Sucessivamente, foram organizadas expedições de tropas oficiais visando dispersar o grupo de seguidores. O monge José Maria morreu no início do conflito, mas em 1913 foi organizada uma nova comunidade com 3 000 crentes e, nos anos seguintes, apesar da repressão das tropas do Exército, da Força Pública de Santa Catarina, a luta pela posse da terra envolveu milhares de soldados e de sertanejos, numa operação de destruição de várias “vilas santas” usando equipamentos modernos e até aviões de bombardeio.

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Cultivo da erva-mate em estufa. O hábito de tomar chimarrão, bebida preparada com a erva-mate e água fervente, sem açúcar, servida na cuia e sorvida por um canudo também chamado de bomba é, talvez, um dos costumes mais populares nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.







Glossário


Erva-mate: é obtida da infusão das folhas secas e pisadas da árvore de mesmo nome cuja altura varia entre 4 e 12 metros. Foram provavelmente os índios guaranis da região dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai os primeiros a fazer a infusão das folhas para obter a bebida. Ainda hoje é uma bebida bastante popular nessa região, consumida como chá quente ou gelado ou como chimarrão (cuia, bomba, erva-mate e água).















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domingo, 1 de novembro de 2015

A divisão estadual após a independência do Brasil







A divisão estadual após a independência do Brasil


A divisão do território em capitanias hereditárias, como havia sido estabelecida no início da colonização portuguesa, foi substituída pela divisão em províncias a partir de 1822, quando foi proclamada a independência do Brasil.

Mapa da divisão estadual após a Independência do Brasil

 Mapa da divisão estadual após a Independência do Brasil
Mapa da divisão estadual após a Independência do Brasil


Os governantes de cada província eram nomeados pelo imperador e recebiam o nome de “presidentes de província”.
As fronteiras dessas divisões, durante o período que durou o Império no Brasil (1822-1889), não estavam totalmente definidas e posteriormente foram modificadas. O mesmo ocorreu em relação às fronteiras do Brasil com os países vizinhos.
Até 1853, o Paraná era uma das comarcas da Província de São Paulo, emancipando-se com a edição da Lei n.o 704, de 29 de agosto de 1853, após longo período de acordos e negociações.
Uma semana após a promulgação dessa lei, em 6 de setembro de 1853, formou-se o chamado “ministério de conciliação”, que nomeou o deputado baiano, ex-conselheiro de estado e ex-ministro da Marinha, Zacarias de Góes e Vasconcelos, como primeiro presidente da província do Paraná.
O Paraná obteve efetivamente a sua emancipação política no dia 19 de dezembro de 1853, quando o novo presidente instalou o governo da província na cidade de Curitiba. Foi lá que Zacarias de Góes e Vasconcelos organizou o governo provincial e promoveu as eleições para preencher três cargos de senador, um de deputado da Assembleia Geral e vinte de deputados da Assembleia Legislativa, instalada em 15 de julho de 1854.
Em seguida, o governo imperial criou estrategicamente duas colônias militares para atuarem como um espaço estratégico de defesa da fronteira brasileira e paranaense: a colônia militar de Jataí, no norte paranaense, em 1854, e a colônia militar do Iguaçu, no oeste paranaense, ambas como espaços de defesa de possíveis ataques do governo paraguaio, que buscava saída para o mar.













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