quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O crescimento populacional do estado do Paraná






O crescimento populacional do estado do Paraná



Por que será que algumas áreas são mais populosas que outras? São dois fatores responsáveis pelo crescimento populacional: o crescimento natural e a migração.
O crescimento natural, também conhecido como crescimento vegetativo, é o resultado de uma taxa expressa em percentual do crescimento populacional, estabelecendo a diferença entre o número de nascimentos e o número de mortes de um local, estado ou país, num período de tempo.
Já a distribuição da população no espaço geográfico também tem influência do movimento das pessoas, ou seja, o ir e vir dentro do território do estado.
Esse movimento pode ser da zona rural para a cidade, de um município para outro, e de um estado para outro. Esse deslocamento chama-se migração.
A população migra e fixa residência em outros lugares em busca de oportunidades de trabalho, melhor qualidade de vida, entre vários outros motivos.
Atualmente, as áreas mais procuradas pelos migrantes no estado do Paraná são as regiões metropolitanas de Curitiba, Londrina, Maringá e os municípios de Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu e Paranaguá. São cidades que apresentaram um elevado crescimento populacional nos últimos dez anos e que concentram oportunidades de trabalho e outros atrativos.





As mulheres na construção do estado do Paraná


As mulheres sempre tiveram um importante papel na construção do estado do Mato Grosso do Sul independente das funções que exerciam, muitas vezes ligadas à administração do lar e às atividades de produção da economia doméstica. Na atualidade, cada vez mais, as mulheres assumem lugares de destaque na sociedade, desenvolvendo todo tipo de atividade econômica, dentro e fora do lar.
Em 1996, no Brasil, as mulheres se organizaram em todo o país e,com o movimento Mulher Sem Medo do Poder, aumentaram o número de vereadoras e prefeitas em todo o território nacional. Como resultado dessa mobilização, nesse mesmo ano, o Congresso Nacional incluiu o sistema de cotas na Legislação Eleitoral, obrigando os partidos políticos a inscrever, no mínimo, 20% de mulheres em suas chapas proporcionais, e a Lei n.o 9.504/97 elevou a cota para 30%, sendo que para 1998 foi definido 25% das vagas. Em 2010, o Brasil elegeu Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a Presidência do país, além de duas governadoras e seis senadoras.

Imagem de imigrantes russos-alemães, antepassados dos habitantes atuais da colônia Witmarsum, no estado do Paraná.


  Imagem de imigrantes russos-alemães, antepassados dos habitantes atuais da colônia Witmarsum, no estado do Paraná.
Imagem de imigrantes russos-alemães, antepassados dos habitantes atuais da colônia Witmarsum, no estado do Paraná.



Artesãs trabalhando na confecção de peças para enfeites domésticos.


Artesãs trabalhando na confecção de peças para enfeites domésticos.
Artesãs trabalhando na confecção de peças para enfeites domésticos.




Glossário


População absoluta: mesmo que população total que reside no local.
Agronegócio: conjunto de todos os processos e operações relacionados à agricultura, desde a produção até a comercialização.
Demográfico: é o estudo relativo à população quanto ao crescimento, taxa de natalidade e mortalidade, migração, expectativa de vida e distribuição da população no espaço geográfico.














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terça-feira, 29 de setembro de 2015

A população atual do estado do Paraná





A população atual do estado do Paraná



O órgão oficial responsável pela contagem da população no Brasil, nos estados e municípios é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa contagem é realizada a cada 10 anos e recebe o nome de censo demográfico.
No último censo, realizado em 2010, o IBGE chegou ao número de 10 milhões, quatrocentos e quarenta e quatro mil habitantes no estado do Paraná.
A população está distribuída no espaço geográfico de forma desigual. Algumas localidades são mais povoadas que outras, há municípios mais populosos e outros menos. Curitiba é o município mais populoso do estado, com 1.751.907 habitantes. Já o município de Jardim Olinda tem apenas 1.409 habitantes, sendo o menos populoso do estado.
Observe no mapa demográfico a indicação das 10 cidades mais populosas do estado.

Mapa demográfico – regiões mais populosas do Paraná


Mapa demográfico – regiões mais populosas do Paraná
Mapa demográfico – regiões mais populosas do Paraná




Jardim Olinda, município menos populoso do Paraná.


Jardim Olinda, município menos populoso do Paraná.
Jardim Olinda, município menos populoso do Paraná.




Glossário


Censo demográfico: pesquisa realizada pelo IBGE a cada 10 anos para fazer a contagem da população do país e reunir outras informações importantes. O primeiro recenseamento do Brasil foi realizado em 1872. Essas pesquisas são importantes para se ter informações atualizadas sobre a população e para o governo planejar suas ações de forma mais adequada.
Demográfico: é o estudo relativo à população quanto ao crescimento, à taxa de natalidade e mortalidade, à migração, à expectativa de vida e à distribuição da população no espaço geográfico.
















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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Os imigrantes no século XIX e XX no estado do Paraná








Os imigrantes no século XIX e XX no estado do Paraná



Durante todo o século XIX, a Europa passou por profundas mudanças políticas e econômicas. O surgimento das fábricas, que produziam uma grande quantidade de produtos por um preço menor, e o crescimento do uso das máquinas na produção agrícola, geraram um grande número de desempregados.
Muitos europeus que não viam mais condições de sobreviver em seus países optaram por recomeçar a vida em outro lugar. O Brasil representava uma boa alternativa, uma vez que havia necessidade de mão de obra nas fazendas de café e também era necessário povoar parte do território que estava desocupado.
Incentivados pelas promessas de uma vida melhor, um grande número de europeus veio para o Brasil no século XIX.
A vinda de imigrantes cresceu muito a partir de 1850, porém, alguns anos antes, o Imperador D. Pedro I já havia promovido a vinda de estrangeiros como solução para ocupar o território brasileiro.
Por influência de sua esposa, a imperatriz Dona Leopoldina, ele escolheu imigrantes de origem alemã. Os primeiros deles chegaram ao Brasil em 1824 e se estabeleceram na região de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.
No mesmo ano, outra leva de imigrantes se instalou no Rio Grande do Sul, onde receberam sementes para iniciar as plantações e cabeças de gado para o sustento, já que era de interesse do governo que esses imigrantes povoassem a região Sul. Um grande grupo de imigrantes formado por alemães, poloneses e russos destinava-se aos estados do Paraná e Santa Catarina.
O governo brasileiro também se preocupava com o isolamento das terras do sul do Brasil, onde havia grandes regiões que não estavam povoadas.
Com a chegada da Família Real ao Brasil, Curitiba tornou-se sede da 5.a Comarca de São Paulo e, seguindo a política de ocupação estabelecida por D. Pedro, tiveram início as primeiras expedições povoadoras nos Campos de Guarapuava.
Nos anos seguintes, sucessivas levas de imigrantes chegaram ao Paraná: em 1829 os alemães, que se instalaram na Lapa e em Rio Negro; em 1839 iniciou-se o povoamento dos Campos de Palmas; em 1854 surgiram outras colônias de imigrantes europeus (Colônia do Assungüi, Colônia Thereza e Colônia do Superagui).

Imigrantes poloneses


 Imigrantes poloneses.
Imigrantes poloneses.


Entre 1860 a 1880 foram estabelecidas 27 colônias com imigrantes alemães, poloneses e italianos nos arredores de Curitiba, Paranaguá, São José dos Pinhais, Antonina, Lapa, Campo Largo, Palmeira, Ponta Grossa e Araucária, como também surgiram núcleos de migrantes mineiros e paulistas no Norte (velho) do Paraná para plantarem café.
Os colonos alemães procuraram manter seu estilo de vida, preservando a língua e a religião. Construíram escolas próprias para difundir a identidade e a cultura alemã. Esses imigrantes trouxeram para a América novas técnicas agrícolas, introduzindo o plantio do trigo e a criação de suínos.
Além dos alemães, chegaram também ao sul do Brasil, a partir de 1850, em grande número, italianos, espanhóis, portugueses e poloneses. O governo brasileiro promoveu a imigração subvencionada, ou seja, o imigrante e sua família recebiam a passagem de navio até o Brasil e o transporte terrestre até a região onde deveriam se estabelecer. Essa política tinha como objetivo estimular a vinda de estrangeiros para o país. O destino desses imigrantes eram as fazendas de café de São Paulo e os núcleos de colonização no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e no Espírito Santo.
Ao chegar à fazenda, o imigrante e sua família recebiam o salário misto, isto é, uma quantia em dinheiro e um pedaço de terra para produzir o seu próprio alimento e criar uns poucos animais. Toda a família trabalhava, inclusive as mulheres e as crianças.
Após alguns anos, começaram a surgir denúncias na Europa sobre as privações sofridas pelos primeiros imigrantes no Brasil. Diante desse fato, a Alemanha criou medidas para dificultar a saída de pessoas do país.
O governo brasileiro passou, então, a incentivar a vinda de italianos. Como essa vinda foi posterior à dos alemães, suas terras eram mais distantes das regiões habitadas e também menos férteis. Eram muitas as dificuldades encontradas pelos imigrantes ao se estabelecerem no Brasil.
A localização dos lotes recebidos pelo governo, muitas vezes de difícil acesso, gerava problemas para distribuir as mercadorias produzidas, o que fez com que muitos abandonassem as terras recebidas e migrassem para as cidades em busca de outras oportunidades.
Em 1902, a Itália também proibiu a imigração subvencionada, pois havia denúncias de que os contratos com os italianos não eram cumpridos.
Após o final da Guerra do Contestado, o governo do Paraná decidiu ceder terras devolutas, ou seja, terras que eram do governo, para companhias colonizadoras que promoviam a vinda de imigrantes.
Em 1875, iniciou-se, no Brasil, uma intensa colonização por parte de imigrantes italianos e, no Paraná, começaram a difundir novas culturas agrícolas com a produção de uva, de arroz, de milho e de fumo. A produção de vinho também tomou grande impulso nesse período.
Os ucranianos chegaram ao Brasil por volta de 1895 e, no Paraná, fundaram a Colônia Santa Bárbara, próxima ao município de Palmeira, onde passaram a cultivar cereais, legumes e frutas.
A maioria dos imigrantes poloneses se dirigiram para áreas ainda não desbravadas ou para colônias ao redor de Curitiba, que passaram a formar o primeiro cinturão verde do país.
Essas colônias deram nome a alguns dos bairros mais tradicionais da cidade como: Pilarzinho, Santa Cândida, Orleans, Abranches, Santo Inácio e Lamenha.

Imigração polonesa no Paraná


 Imigração polonesa no Paraná.
Imigração polonesa no Paraná.


Os colonos poloneses trouxeram novas técnicas de cultivo e se constituíram como importante elemento de desenvolvimento – principalmente da cidade de Curitiba –, assim como os italianos que se estabeleceram em terras próximas de Curitiba dando origem a Colombo, Santa Felicidade, Piraquara e Água Verde. Ainda fundaram colônias em Paranaguá, Morretes, Antonina, São José dos Pinhais e Campo Largo.
No início do século XX, principalmente na década de 1930, muitos japoneses vieram para o norte do estado atraídos pela fertilidade das terras da região, onde fundaram diversas colônias e povoações, como Assaí, Uraí e Cambará, as quais ainda concentram maior número de imigrantes nipônicos no Brasil. Os imigrantes japoneses se dedicaram ao cultivo do algodão e aperfeiçoaram as técnicas de plantio de legumes, verduras, flores e frutas. Também introduziram a cultura do bicho-da-seda, do caqui e do poncã.
Desse modo, chegaram ao Paraná imigrantes das mais diversas origens: noruegueses, suecos, dinamarqueses, austríacos, alemães, poloneses, suíços, belgas, gregos, turcos, ucranianos, russos, franceses, italianos, sírios, libaneses, tchecoslovacos, que ajudaram a construir o estado paranaense.
O trabalho de exploração da madeira no sertão paranaense iniciou-se juntamente com a extração e o comércio da erva-mate.
No início do século XIX, a erva-mate abriu o comércio de exportação e se tornou a base de desenvolvimento econômico paranaense até os anos de 1930, quando a concorrência argentina encerrou a predominância da erva-mate paranaense.
A chegada de migrantes paulistas, mineiros, gaúchos e catarinenses ocasionou o desmatamento e expandiu a fronteira agrícola. No norte do Paraná, a madeira foi retirada para dar lugar às lavouras de café. No sudoeste e oeste, a mata de araucárias deu lugar à policultura e à criação de animais. A agricultura, a construção de cidades e a abertura de estradas derrubaram grandes áreas de florestas.
A partir do final da década de 1930, iniciou-se um processo novo de ocupação territorial no Paraná nas regiões sudoeste e extremo-oeste por parte dos migrantes vindos do Rio Grande do Sul e, principalmente de Santa Catarina, que implantaram o regime de pequenas propriedades e a policultura de cereais e oleaginosas. Além disso, dedicavam-se também à criação de suínos.
Desse modo, nos anos de 1960, toda a região estava ocupada.
No início da década de 1960, o Paraná tornou-se o maior produtor brasileiro de café, sendo a cidade de Londrina intitulada “capital mundial do café”.


Glossário


Cinturão verde: denominação usada para as áreas ao redor do centro urbano destinadas à produção de frutas e verduras, visando ao abastecimento da cidade.















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domingo, 27 de setembro de 2015

O tropeirismo no estado do Paraná






O tropeirismo no estado do Paraná



A primeira fase de povoamento iniciada no século XVII foi marcada pela procura do ouro, mas teve também no litoral outra atividade produtiva, como o plantio de arroz e de cana-de-açúcar; este último com a finalidade de produzir a aguardente e o açúcar.
No fim do século XVIII, com o desenvolvimento da atividade mineradora na região das Minas Gerais, o sul do Brasil passou a ter grande importância na criação de gado para abastecer a região do extrativismo de ouro e diamantes.
Nesse período não havia estradas para fazer o transporte do gado que saía principalmente do Rio Grande do Sul. Foi, então, criado o chamado “Caminho das Tropas”, por onde o gado era levado por trilhas que, seguindo pelo litoral, iam até a cidade de Laguna.
O tropeirismo, trabalho de criação, condução e comercialização do gado, teve início em meados do século XVII e foi responsável pela integração entre o litoral e o primeiro planalto, ampliando o povoamento do planalto paranaense e, também, o fluxo de gado do Sul para o centro do país.
Era comum que muitos tropeiros, além de conduzirem tropas, fossem também proprietários de terras. Eles compravam os animais no Rio Grande do Sul para vendê-los em Sorocaba (SP). Cruzavam a região de Curitiba ou qualquer outro ponto intermediário entre a Lapa e Castro, e após viajar o dia todo, pagavam o uso da invernada ao proprietário, ou seja, o aluguel para o descanso das tropas.

Rota dos tropeiros


 Rota dos tropeiros
Rota dos tropeiros


As mulas eram os animais de carga comumente escolhidos para essas empreitadas por serem bastante resistentes, terem grande capacidade de equilíbrio e por passarem por trechos difíceis com muita carga e passividade.
Um desses animais era ensinado para conduzir os demais. Geralmente, tinha--se o costume de se enfeitar a mula-guia com um penacho na cabeça, além de outros ornamentos como conchas e fitas. O animal também carregava um cincerro pendurado ao pescoço. Quanto às demais mulas, eram amarradas umas às outras pelo rabo de modo que caminhassem sempre em linha, de forma que o transporte fosse seguro.
Essa atividade foi fundamental para a ocupação e o povoamento de uma vasta área do território paranaense, hoje nomeada Campos Gerais. Nos locais onde havia os melhores pastos surgiram lugarejos que se tornaram vilas e hoje são cidades, entre as quais estão: Lapa, Jaguariaíva, Iapó (hoje Castro), Santa Cruz (atual Ponta Grossa) e Palmeira.
Dos tropeiros, herdamos muitos costumes alimentares, como o consumo do toucinho, do feijão-preto, da farinha, da pimenta-do-reino, do café, do fubá e do coité. Nos pousos, apreciava-se feijão-preto com pouco molho e com muitos pedaços de carne de sol e toucinho. Esse prato ficou conhecido pelo nome de “feijão-tropeiro” que, como antigamente, é servido com farofa e couve picada. A cachaça fazia parte do cotidiano desses homens, especialmente nos dias de muito frio ou para evitar a picada de insetos.
Entre seus principais utensílios havia uma grande sacola ou baú – em que guardavam suas roupas e outros instrumentos de valor, bem como uma sela cheia de instrumentos que se suspendia em pesados estribos. Costumava-se chamar de “malotagem” os apetrechos e arreios necessários de cada animal e de “broaca” os bolsões de couro que iam sobre a “cangalha” para guardar mais mercadorias.
Algumas profissões que conhecemos atualmente são oriundas do desenvolvimento das viagens sertanistas no estado, tais como a de rancheiro (dono de rancho) e a de ferrador (responsável) por pregar as ferraduras nos animais das tropas e que, às vezes, também atuava como veterinário). Peão era todo amansador de equinos e muares à moda do sertão.

DEBRET, Jean-Baptiste. Castro (Iapó). 1827.


 DEBRET, Jean-Baptiste. Castro (Iapó). 1827.
DEBRET, Jean-Baptiste. Castro (Iapó). 1827.




Glossário


Cincerro: chocalho ou sineta colocado no pescoço de um animal preso a uma coleira. É comum em bovinos ou equinos para guiar uma tropa ou o gado.
Coité: molho de vinagre com fruto cáustico espremido.















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sábado, 26 de setembro de 2015

A imigração europeia no estado do Paraná






A imigração europeia no estado do Paraná



No Paraná, a ocupação europeia aconteceu tanto por portugueses como por espanhóis, uma vez que o território que forma hoje o estado estava dividido entre Portugal e Espanha, pelo Tratado de Tordesilhas.
Desde o início do século XVI, exploradores europeus percorreram o território paranaense. Em 1541, Dom Alvarez Nuñes Cabeza de Vaca, partindo da Ilha de Santa Catarina, seguiu por terra em direção a oeste, tomando posse simbólica desse território em nome da Espanha. Ele chegou à foz do rio Iguaçu e foi o primeiro europeu a alcançar as Cataratas do Iguaçu.
Em 1554, às margens do rio Paraná, perto da foz do rio Ivaí, foi criada a primeira povoação europeia em território paranaense, a Vila de Ontiveros, com cerca de oitenta homens enviados para esse fim.
Depois, o povoamento se transferiu para perto da foz do rio Piquiri, recebendo o nome de Cuidad Real del Guayrá – hoje município de Terra Roxa –, que juntamente com Vila Rica do Espírito Santo – nas margens do rio Ivaí – formou a província de Vera ou do Guairá.
Desde o início da ocupação, os padres jesuítas criaram reduções, também chamadas de missões, para catequizar os povos indígenas, ensinando-lhes ofícios, artes, leitura e escrita. Como atividade econômica, organizaram a agricultura e a pecuária.
Observe no mapa a seguir as reduções implantadas no período de 1600 a 1640.

As reduções jesuíticas no Paraná


 As reduções jesuíticas no Paraná
As reduções jesuíticas no Paraná


Por outro lado, os portugueses também iniciaram a colonização do território paranaense com a criação de duas capitanias sobre o nosso litoral. A primeira, a Capitania de São Vicente, na região compreendida entre a Barra de Paranaguá e a de Bertioga, e uma segunda, a Capitania de Sant’Ana, desde a Barra de Paranaguá até onde fosse legítima pelo Tratado de Tordesilhas.
Em 1549, um viajante europeu chamado Hans Staden, que estava a bordo de uma nau espanhola que naufragou na altura da barra do Superagui, depois de muitas aventuras vividas entre os indígenas, voltou para a Europa e, em 1557, publicou as primeiras notícias sobre a baía de Paranaguá.
Várias bandeiras percorreram o território paranaense à procura de ouro.
Em 1648, a descoberta de ouro possibilitou a elevação do povoado de Paranaguá à categoria de Vila de Nossa Senhora do Rosário e, em 29 de março de 1693, Curitiba foi elevada à vila pelo então capitão-povoador Mateus Martins Leme.
Os primeiros povoadores de Paranaguá e Antonina foram os faiscadores de ouro. Em 1797, o povoado foi elevado à categoria de vila, recebendo a denominação de Vila de Antonina. O nome da vila foi em homenagem à memória do príncipe D. Antônio, filho primogênito do então príncipe-regente D. João VI e de dona Carlota Joaquina.

DEBRET, Jean-Baptiste. Curitiba. 1827.


 DEBRET, Jean-Baptiste. Curitiba. 1827.
DEBRET, Jean-Baptiste. Curitiba. 1827.



BONA, Theodoro. Colégio dos jesuítas, em Paranaguá. 1873. Nanquim e lápis sobre papel.


 BONA, Theodoro. Colégio dos jesuítas, em Paranaguá. 1873. Nanquim e lápis sobre papel.
BONA, Theodoro. Colégio dos jesuítas, em Paranaguá. 1873. Nanquim e lápis sobre papel.




Glossário


Reduções: aldeamentos fundados pelos jesuítas em terras da América portuguesa e espanhola com objetivo de converter os índios à fé católica.
Catequizar: ensinar a religião com o objetivo de converter a ela aquele que está aprendendo. Os padres jesuítas ensinavam aos índios, por exemplo, os princípios do catolicismo.














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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

As comunidades quilombolas no estado do Paraná






As comunidades quilombolas no estado do Paraná



Com o processo de escravidão, foi interrompido o curso da história desses grupos em seu continente, comprometendo violentamente os seus costumes com relação à alimentação, ao modo de se vestir, à sua vida familiar e em grupo e à sua religião.
No Brasil, os escravos eram obrigados a comer o que lhes era dado e a vestir o que lhes era imposto, como panos grossos de algodão. Apesar de tudo isso, os africanos escravizados ainda conseguiram resistir e manter muitas de suas tradições.
Como eram proibidos de praticar qualquer tipo de luta, os escravos passaram a usar o ritmo e alguns movimentos de danças africanas para adaptar uma arte marcial, a capoeira, que era disfarçada de dança.
A prática da capoeira ocorria em locais próximos às senzalas, como uma forma de os escravos manterem a sua cultura e saúde física. O nome dessa luta pode ter surgido devido ao local, onde muitas vezes as lutas eram praticadas, em campos com pequenos arbustos chamados na época de “capoeira” ou “capoeirão”.
A prática da capoeira ficou proibida no Brasil até 1930, quando foi declarada esporte nacional brasileiro pelo então presidente da república Getúlio Vargas.
Os escravos africanos e seus descendentes resistiram constantemente à escravidão e lutaram de várias formas contra a violência que lhes foi imposta, como fazer o trabalho mais devagar, quebrar ferramentas, incendiar plantações, agredir seus senhores e feitores ou fugir. De todas as formas de resistência, a fuga, realizada individualmente ou em grupos, constituiu-se na mais comum, possibilitando ao escravo buscar a sua liberdade. Mesmo sendo caçados, recapturados e castigados, milhares de escravos conseguiram escapar da escravidão e fundar mocambos (esconderijos) e quilombos (povoações).
As regiões onde ainda residem os descendentes de escravos são denominadas comunidades quilombolas. No Brasil, já foram identificadas muitas comunidades que têm origem histórica nos quilombos, sendo que, no estado do Paraná, existem comunidades nos municípios de Curitiba, Castro, Tijucas do Sul, Alto da Ribeira, Lapa, Tibagi, Ponta Grossa e Guarapuava.
Para serem reconhecidas, não é preciso que as comunidades tenham sido formadas apenas por escravos fugidos, mas é necessário ter algumas características, como uma população negra vivendo em área rural e cultivando para sua sobrevivência, além de costumes e tradições referentes às comunidades que ocupavam o quilombo de origem.
Ainda hoje, muitos descendentes dos escravos lutam na justiça para ter a propriedade coletiva das terras em que vivem. A Constituição de 1988 reconheceu aos remanescentes das comunidades de quilombos que estejam ocupando essas terras o direito à propriedade definitiva, devendo o Estado emitir o título respectivo de posse.
Por exemplo, na comunidade quilombola João Surá, localizada no município de Adrianópolis (PR), a agricultura, o extrativismo, a pesca e a criação de animais são as atividades de subsistência, existindo ali um trabalho em forma de mutirões. É comum o intercâmbio cultural nos bailes e nas festas religiosas envolvendo também as comunidades vizinhas do Vale do Ribeira.

Comunidade remanescente quilombola do Varzeão. Doutor Ulysses (PR).


Comunidade remanescente quilombola do Varzeão. Doutor Ulysses (PR).
Comunidade remanescente quilombola do Varzeão. Doutor Ulysses (PR).


Já a comunidade quilombola Palmital dos Pretos, situada a 83 quilômetros do município de Curitiba, na fronteira da capital com o município de Ponta Grossa, recebe este nome em referência à grande quantidade de palmito existente na região. Seus habitantes costumam preservar as tradições de seus antepassados principalmente na realização de grandes festas no mês de junho, em louvor aos santos do mês, como Santo Antônio e São João.
Nessa comunidade, os quilombolas vivem principalmente de criação de animais e do cultivo de feijão e milho.
Na atualidade, as chamadas políticas afirmativas são formas de a sociedade brasileira resgatar uma dívida com os descendentes dos africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos.
Afinal, foram inúmeras as violências cometidas no Brasil contra os africanos desde o início da colonização. Além do fato de terem sido tirados à força de seus locais de origem, foram transportados em péssimas condições a um outro continente para serem vendidos como mercadorias. Nesse processo, não houve respeito aos laços familiares, aos costumes e ao sentimento de pertencimento a um grupo de indivíduos unidos por suas tradições, sua história, sua língua e outros aspectos.
O dia 20 de novembro foi proclamado pelo governo como o Dia da Consciência Negra, ação considerada como um marco na luta pela igualdade racial brasileira. Foi escolhida essa data porque Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão, foi assassinado em 20 de novembro de 1695. Em 1995, trezentos anos depois de sua morte, Zumbi foi reconhecido como herói nacional.
O dia da Consciência Negra tornou-se muito mais que uma data comemorativa, é um dia de memória e reflexão sobre a atual situação da população afrodescendente brasileira.

Ensaio de roda de capoeira.


 Ensaio de roda de capoeira.
Ensaio de roda de capoeira.




Glossário


Políticas afirmativas: medidas adotadas pelo Estado que visam eliminar desigualdades e compensar perdas provocadas por motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero, entre outros.













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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A população africana e a escravidão no Paraná





A população africana e a escravidão no Paraná



Assim como a América, a África, antes do século XV, era habitada por povos de diferentes culturas e com suas próprias experiências históricas, estando dividida em vários reinos ou estados.
A história desse continente, antes da chegada dos europeus que escravizaram seus habitantes e retiraram suas riquezas, é repleta de acontecimentos fascinantes, normalmente ignorados pela maioria dos relatos históricos.
Eram inúmeros reinos e impérios que ali se desenvolveram e atingiram grande poder e riqueza. A partir do século X, estudiosos árabes começaram a escrever sobre a grande riqueza dos reinos africanos, o que despertou o interesse dos europeus por esse continente.
No continente africano já existia a escravidão, contudo, de forma muito diferente da escravidão que os negros iriam enfrentar ao entrarem em contato com os europeus.
A distribuição desigual de poder em algumas sociedades africanas gerava disputas e guerras como em outras sociedades na Europa, Ásia e América.
Pouco se sabe sobre como se apresentava a escravidão na África antes do século XVI nas várias estruturas sociais ali existentes. A instituição da escravidão permaneceu em algumas regiões até o século XX, como, por exemplo, em Serra Leoa, onde foi abolida apenas em 1928, e na Etiópia, somente em 1942.
As relações de poder foram profundamente alteradas quando esses africanos entraram em contato com os europeus, principalmente as relações comerciais, que antes eram estabelecidas apenas entre eles.
Com a chegada dos comerciantes europeus ao litoral, muitos reinos africanos se tornaram mais ricos e poderosos. Compraram armas de fogo e guerrearam uns contra os outros para tentar ampliar seus impérios.
Em 1441, a primeira expedição portuguesa, comandada por Antão Gonçalves e Nuno Tristão, apesar de não ser este o seu principal objetivo, inaugurou um novo tipo de comércio, o de homens e mulheres negros, que passaram a ser vendidos por alto preço em Lisboa, capital portuguesa.
Devido ao volume de escravos obtidos já nesse período, foi criada a Casa dos Escravos, para administrar esse lucrativo negócio: em poucos anos foram comercializados milhares de escravos africanos.
Entre os africanos trazidos para o Brasil predominavam os bantos e os sudaneses. Os bantos vinham das regiões de Angola, Moçambique e Congo. Os sudaneses eram originários da Costa do Marfim, da Nigéria e de Daomé (atualmente República do Benin).
Os escravos trabalhavam desde o nascer do dia até o escurecer, quase sem descanso, já que mesmo aos domingos, cultivavam pequenas roças para o seu próprio sustento. Em razão da péssima alimentação, do excesso de trabalho e dos maus-tratos, o negro escravo tinha uma vida bastante breve. Seu trabalho era constantemente vigiado e sofriam uma série de castigos, mesmo por faltas leves.
Entre as várias formas de castigo estava, por exemplo, o tronco ou “pau de paciência”. Nele, os negros eram pendurados pelas canelas em pequenas aberturas existentes entre duas vigas de madeira, em que ficavam por horas e até dias imobilizados, com fortes dores e formigamentos, além de receberem chicotadas dependendo da falta cometida.

DEBRET, Jean-Baptiste. Feitores açoitando negros na roça. 1828.


 DEBRET, Jean-Baptiste. Feitores açoitando negros na roça. 1828.
DEBRET, Jean-Baptiste. Feitores açoitando negros na roça. 1828. Aquarela sobre papel, 15 cm x 19,8 cm. Museu Castro Maya, Rio de Janeiro.


A maioria das fontes históricas sobre a presença escrava no Paraná relata que, desde 1640, quando foi descoberto ouro nas encostas da Serra Negra, próximo ao litoral paranaense, surgiu o primeiro núcleo populacional da região, a vila de Paranaguá. Muitos mineradores e aventureiros se dirigiram rapidamente para a região e, com eles, chegaram os primeiros escravos africanos.
Em 1645 foi instalado um pelourinho, coluna de pedra erguida no centro de uma praça ou local público para castigar criminosos e escravos.
Segundo documentos relativos à fase de colonização da região, estima-se que um quarto da população total do Paraná na época era composta por escravos, que eram utilizados como mão de obra nas minas, na agricultura, na criação de gado, na exploração do mate e da madeira, e ainda em inúmeros serviços nas vilas e nas cidades.
A atividade de produção da erva-mate foi muito importante na economia paranaense. Dela participaram a população escrava e os poucos homens livres, mulheres, crianças e idosos. As crianças trabalhavam junto com suas famílias nas fazendas, nos ervais e nos engenhos, realizando diversas atividades.
Os escravos também eram usados como carregadores, estivadores, jornaleiros, serventes, encarregados de limpeza das casas, lavadores de vidros e de casas, vendedores ambulantes, carpinteiros, pintores, pedreiros.
Em muitas regiões, a mão de obra escrava era especialmente importante, como em Paranaguá, Antonina, Guaratuba, Castro, Curitiba, Lapa e São José dos Pinhais.

DEBRET, Jean-Baptiste. Negra tatuada vendendo caju. 1827.


  DEBRET, Jean-Baptiste. Negra tatuada vendendo caju (detalhe). 1827.
DEBRET, Jean-Baptiste. Negra tatuada vendendo caju (detalhe). 1827. Aquarela sobre papel.















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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Os índios Caingangue do estado do Paraná





Os índios Caingangue do estado do Paraná



Os índios Caingangue possuíam extensas áreas de caça e pesca no Paraná. Eram agricultores e cultivavam milho, abóbora, palmito, feijão e mandioca.
No século XIX, devido ao crescimento do número de fazendas de gado nos campos paranaenses, principalmente em Guarapuava e Palmas, que avançaram sobre muitos territórios ocupados por índios Caingangue, surgiram confrontos violentos entre os novos colonizadores e os índios, fazendo com que a população indígena se reduzisse muito e houvesse, por isso, a interferência do estado para organizar aldeamentos.
Os Caingangue representam hoje a terceira etnia indígena em população no país. Muitas vezes, esses índios desenvolveram relações amistosas no processo de colonização do sul do país, ajudando na condução das tropas de gado e trabalhando nas fazendas. Contudo, de modo geral, o contato com os colonizadores resultou no seu quase extermínio e na perda de muitas de suas raízes culturais, além das terras que utilizavam para a sua sobrevivência.
Atualmente, os índios dessa etnia, que vivem às margens do Rio Tibagi, ainda usam armadilhas de pesca, denominadas “pari”.
Entre as várias comunidades indígenas existentes no estado, podemos destacar a do Rio das Cobras, ao sudoeste, com 18.681 ha e 2.454 índios das tribos Caingangue, Guarani, passando pelos municípios de Mangueirinha, Palmas e Marrecas. Outros grupos vivem em D’Areia, Marrecas, Ivaí, Faxinal, Queimadas, Mococa, Apucaraninha, Barão de Antonina, São Jerônimo da Serra, Pinhalzinho, Laranjinha e na Ilha da Cotinga, em Paranaguá.
A Constituição brasileira de 1988 definiu as regras para a demarcação das terras indígenas, que são consideradas da União. O direito de usá-las depende dessa demarcação, fato que demanda muito tempo e vontade política, além do conflito de interesses. Os índios enfrentam posseiros que querem ocupar suas terras, garimpeiros que desejam extrair minérios de seu território, além de madeireiros que tentam retirar as madeiras para um comércio lucrativo.

Paraná: áreas indígenas


 Paraná: áreas indígenas
Paraná: áreas indígenas



O índio caingangue Mauro Sales e sua família.


 O índio caingangue Mauro Sales e sua família.
O índio caingangue Mauro Sales e sua família.













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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Os índios Xoklengue do estado do Paraná





Os índios Xoklengue do estado do Paraná



Os índios Xoklengue pertenciam ao grande grupo Jê e ocupavam uma extensa área do sul do Paraná, ao norte do Rio Grande do Sul, abrangendo a região da Mata Atlântica, entre o litoral e o planalto, uma vez que eram nômades e viviam em grupos de até 300 pessoas.
A anta era a caça preferida, mas também comiam carne de porco-do-mato, veado, macaco e tatu. Costumavam ainda fazer farinha de pinhão e eram especialistas na arte de fabricar cestos e peças em cerâmica.
Nas caminhadas, era comum que as mulheres escolhessem onde acampar. Costumavam cremar os mortos com os utensílios e as armas deles e, em seguida, enterravam as cinzas, fazendo uma choça em cima da sepultura.
Os Xoklengue eram também chamados de “botocudos”, devido ao adorno de madeira que os meninos usavam no lábio inferior perfurado, o botoque. Após furado era introduzido no lábio um pequeno botoque, feito de madeira, pedra ou concha que ia sendo substituído por outros maiores até a idade adulta.
Com o avanço do povoamento do sul do Brasil, esses indígenas foram, cada vez mais, perdendo as terras onde habitavam, e a ocupação dos campos por grandes fazendas de criação de gado prejudicaram o acesso à caça e à coleta, especialmente do pinhão, alimento muito importante para os índios da região.
No início do século XX, houve um intenso processo de caça aos índios, feito principalmente pelos chamados “bugreiros”, homens especializados neste trabalho, que costumavam penetrar mata adentro em busca de populações indígenas.

Cacique Xoklengue usando botoque na atualidade.


 Cacique Xoklengue usando botoque na atualidade.
Cacique Xoklengue usando botoque na atualidade.













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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Os índios Xetá do estado do Paraná





Os índios Xetá do estado do Paraná



Os índios Xetá ocupavam uma extensa área do noroeste do Paraná e tinham como território original a Serra dos Dourados, às margens do rio Ivaí e de seus afluentes.
No antigo território que ocupavam, estão hoje os municípios de Umuarama, Cruzeiro do Oeste, Icaraíma e Douradinha.
Esses indígenas viviam em grupos que praticavam a coleta de frutos e raízes, de larvas de besouros e de abelhas, como também a produção de mel. Seu grupo foi o último a fazer contato com os colonizadores, na década de 1940, quando houve a expansão do plantio do café nessa região do estado. Sua população foi reduzida de forma intensa.
Os Xetá representam uma etnia existente apenas no Paraná. Estima-se que a tribo tinha 250 índios, mas em cerca de 10 anos o grupo foi praticamente dizimado. Os que restaram eram crianças que foram sequestradas e criadas pelos primeiros homens brancos que habitaram a região.
Hoje, a unidade da Funai em Guarapuava é quem acompanha os índios xetás. Segundo o administrador do órgão, Jean Carlo Burigo, restam apenas sete índios da etnia. Apenas Maria Rosa Brasil Tiguá, 56 anos, mora em Umuarama. Ela nunca saiu da região e perdeu o contato com a tribo ainda criança. Os outros são: Ticoen Xetá, que hoje é policial militar em Curitiba; Ã Xetá, que mora na aldeia Rio da Areia em Inácio Martins; Coen Xetá, da aldeia Marreca em Turvo e Rondon Xetá, morador de Chapecó (SC), além de um índio que mora perto de Barão de Antonina e outro morador do interior de São Paulo, ambos sem contato direto com a Funai. Em 2007 morreu Tucanambá José Paraná, aos 56 anos.
Infelismente nenhum dos xetás se casou com índios da mesma tribo. Eles se casaram com não-índios ou pertencentes a outras etnias. “Reagrupar a tribo é o maior sonho dos xetás”.

índio Xetá (Criança) - Registro histórico


 índio Xetá (Criança) - Registro histórico
índio Xetá (Criança) - Registro histórico



Maria Rosa Brasil Tiguá é a única xetá que permaneceu na região


 Maria Rosa Brasil Tiguá é a única xetá que permaneceu na região
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